Tata Nano: O carro mais barato do mundo que vai revolucionar os automóveis



Aqui está o carro de US$ 2.500 que Ratan Tata propôs alguns anos atrás, talvez o automóvel novo mais significativo desde que o Ford Modelo T foi lançado, 100 anos atrás. Como no caso do Ford, o projeto e a engenharia são menos importantes do que a filosofia por trás da concepção do modelo. Embora o formato inteligente da carroceria tenha sido criado por Justin Norek, em Turim (Itália), o Nano foi projetado e executado na Índia por uma equipe altamente motivada — ainda que pouco equipada — para realizar uma façanha que nenhum fabricante de longa data conseguiu.

Ja reservou o seu nano? Você não está na modinha!

Alguns anos atrás, a Renault projetou o Logan (de US$ 5 mil) para a produção em sua fábrica romena da Dacia. O Logan é um esforço fino, bom o bastante para que eu comprasse um se não tivesse lista de espera de oito meses no leste europeu, mas não é da classe do Nano. O Logan foi feito com peças de custo amortizado, pois a maioria delas veio de outros Renault já existentes. No Nano, seus criadores eliminaram o custo em primeiro lugar.

O Nano começa a ser vendido no final deste ano, e terá ar-condicionado como opcional, além de outras cortesias, como um eventual câmbio automático CVT. E ainda assim será mais barato que o Logan. O Nano tem somente um limpador de pára-brisa. E daí? Havia somente um no Mercedes Classe E de alguns anos atrás. Mas para permitir que ele varresse o vidro inteiro, havia uma complexa caixa de engrenagens que custa mais do que o sistema inteiro do Nano. Os alemães resolveram o problema. Os indianos também, e de forma mais barata.

Pessoalmente, o carrinho ovo é encantador. Sua austera cabine é espaçosa e agradável, enquanto os pneus 165/55 R13 parecem mais estepes provisórios, daqueles finos. A visibilidade é excelente, e a posição elevada do assento é boa para se integrar ao tráfego contemporâneo. O Nano realmente parece substancial apesar de seu tamanho, e passa impressão de segurança e solidez.

O designer-chefe da Tata, Pierre Castinel, que foi um de meus alunos há muito tempo, disse que a versão luxuosa do Nano vai custar praticamente o dobro da básica, mas ainda assim abaixo de US$ 5 mil. Ele também apontou que muito pouco precisa ser feito para enquadrar o carrinho nos padrões europeus de certificação. Temos usado carros com 400 cv quando tudo o que precisamos para a maior parte de nossa condução é algo próximo das capacidades do Nano. Como ocorre com o Logan, há uma ansiedade para comprar o Nano na Europa Ocidental, assim como em países em desenvolvimento. Vender um milhão ao ano não seria uma coisa impossível.

Os norte-americanos aceitariam o Nano? Eu duvido, mas os fabricantes tradicionais terão que trabalhar seriamente para planejar carros igualmente baratos, adaptados apropriadamente às nossas condições de condução no mundo real. Ou seja, uma velocidade máxima de pelo menos 135 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos 18 segundos. A idéia encontrará resistência, mas as montadoras devem começar a trabalhar nela agora.

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