Michael Phelps quebra recorde nas olimpiadas de Pequim na China



Por pouco ele não viu a meta dos oito ouros ir por água abaixo (o clichê funciona bem aqui), logo no revezamento 4×100m livre.

E foi por pouco mesmo. A prova foi decidida na batida de mão. Nos últimos metros, o compatriota de Phelps, Jason Lezak, encaixou um sprint sensacional, superando o francês Alain Bernard na ponta dos dedos.

Não bateu recorde? Você não está na modinha!


Sabe aquele lance no futebol, quando o cara recebe um passe açucarado e só tem o trabalho de empurrar para as redes, e a gente diz que “meio gol” foi do fulano que passou a bola?

Então, podemos dizer que Lezak deu “meio ouro” ao Phelps em sua trajetória rumo à oitava medalha dourada.

O cara já é um fenômeno da natação, temido em todas as provas que disputa. E, pra completar, tira da cartola uma sorte dessas? Difícil pará-lo assim.

A vitória do quarteto fantástico norte-americano sobre a equipe dos supersônicos franceses estabeleceu, ainda, o novo recorde mundial da prova: 3min08s24.

Um belo trabalho em equipe. Mas será que toda aquela vibração do Phelps foi mesmo pela vitória do time norte-americano, no finalzinho?

No fundo, ele deve ter pensado “yeah, baby, salvaram minha meta”. O que, de certa forma, não é condenável, não macula o espírito olímpico nem deixa de refletir a verdadeira essência do trabalho coletivo.

Mas se a marca dos oito ouros for alcançada e Phelps se imortalizar na história dos Jogos Olímpicos, ninguém vai se lembrar do Lezak, o homem da batida perfeita.

Agora chega de EUA no blog! A não ser que Kobe Bryant e Lebron James me façam voltar atrás.

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